07 / 2016

Os Vizinhos

Por Alexandra Areia

Neste momento, quando a Europa vive sobre o signo do fechamento, do medo dos outros e da desconfiança dos outros, acho que a arquitectura pode ser de facto uma grande arma de convivialidade.

 

António Costa 
Primeiro-Ministro de Portugal, na inauguração de “Neighbourhood”
A Europa – e os tremendos desafios que hoje enfrenta – é um tema que, mesmo indirectamente, está sempre subjacente a Neighbourhood: Where Alvaro meets Aldo, a representação oficial portuguesa na Bienal de Arquitectura de Veneza 2016, comissariada por Nuno Grande e Roberto Cresmacoli. A questão da Europa torna-se particularmente evidente em “Vizinhos”, a série de filmes documentais que acompanha a representação, realizada pela jornalista Cândida Pinto, com apoio da SIC Notícias. Editora de internacional da SIC e repórter reconhecida internacionalmente, nomeadamente pela cobertura de conflitos de guerra em territórios como Kosovo, Timor ou Afeganistão, Cândida Pinto acompanha desta vez o arquitecto Álvaro Siza Vieira numa viagem pela Europa, na visita a quatro projectos de habitação social que o arquitecto construiu em quatro cidades europeias diferentes: Porto, Haia, Berlim e Veneza. Apesar dos quatro documentários de “Vizinhos” serem indubitavelmente sobre a arquitectura desses quatro bairros, rapidamente se percebe que são também muito mais do que isso. É certo que a arquitectura de Siza Vieira é o assunto constante das conversas: seja através dos elogios dos moradores (a abundância de luz natural nas casas parece ser aquele que reúne maior consenso), seja pelas queixas que apresentam (aquela janela que tanta falta faz na casa de banho, a varanda que podia ser maior…). É certo também que o próprio Siza Vieira, como que dotado de uma irresistível “star quality”, vai conquistando com quem enceta conversa, tornando-se uma presença extremamente agradável de acompanhar ao longo dos episódios – rendidos que ficamos pelo seu carisma, simpatia e extraordinário poder de encaixe (mesmo quando lhe são dirigidas algumas críticas mais duras). E assim, sem nunca deixarem de ser o tema principal, tanto o assunto da arquitectura destes bairros como a própria personalidade convidativa do arquitecto fornecem acima de tudo um excelente suporte para ficarmos a conhecer as pessoas que realmente habitam os bairros, tantas vezes conotados como “perigosos” – rótulo que Siza desmonta rapidamente dizendo “perigoso é quem diz que é perigoso!”. A escolha de Cândida Pinto para a realização dos documentários não poderia por isso ter sido mais acertada. A sua sensibilidade jornalística é visível ao longo d a série: na maneira pouco intrusiva como a câmara se aproxima dos habitantes de cada bairro (e cada bairro encerra em si mesmo realidades sociais complexas e muito específicas); no diálogo franco e fluido que se constrói em cada episódio, não só entre moradores e arquitecto, mas também entre os próprios jornalistas (que apesar de estarem fora de campo, sentimos sempre a sua presença); e, por fim, no espírito geral de confiança que claramente se estabelece entre os intervenientes e que torna possível que os moradores abram as portas de suas casas num perfeito e desafogado à-vontade. “Vizinhos” consegue de forma bastante subtil e nada forçada estender o debate da arquitectura portuguesa para um dos temas políticos mais pertinentes da actualidade: a Europa e a forma como hoje se vive e convive dentro do espaço europeu.

 

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Still de "Vizinhos" – Bairro da Bouça, Porto: Maria Amélia e José Castro; João e Miguel Xu
Still de "Vizinhos" – Bairro da Bouça, Porto: irmão Xu
Still de "Vizinhos" – Bairro da Bouça, Porto: Maria Amélia Castro e irmão Xu
Still de "Vizinhos" – Bairro da Bouça, Porto

 

No programa sobre o bairro da Bouça, no Porto, entramos por exemplo na casa de Maria Amélia e José, um dos primeiros casais a mudarem-se para o bairro. Enquanto recordam com Siza todo o processo de luta que envolveu a construção no pós-25 de Abril, mostram com carinho os retratos de João e Miguel Xu, dois jovens irmãos de origem chinesa (para quem Portugal é a “casa” e a China o “país estranho” onde passam férias), que em pequenos ficavam sempre ao cuidado do casal. Em Berlim, no Bonjour Tristesse, o jovem arquitecto sérvio Veljko, visivelmente entusiasmado pela presença de Siza na sua casa (que partilha com duas arquitectas alemãs), explica o processo de gentrificação que aquela zona da cidade atravessa e as lutas que têm sido organizadas para evitar o aumento drástico das rendas.

 

Still de "Vizinhos" – <i>Bonjour Tristesse</i>, Berlim
Still de "Vizinhos" – Bonjour Tristesse, Berlim
Still de "Vizinhos" – <i>Bonjour Tristesse</i>, Berlim: Siza com Veljko Markovic
Still de "Vizinhos" – Bonjour Tristesse, Berlim: Siza com Veljko Markovic
Still de "Vizinhos" – Bairro em Haia: Gerard J. Vree
Still de "Vizinhos" – Bairro em Haia: Gerard J. Vree
Still de "Vizinhos" – Bairro em Haia
Still de "Vizinhos" – Bairro em Haia

 

Em Haia, num bairro maioritariamente ocupado por estrangeiros, conhecemos Gerard, um dos poucos holandeses que ainda ali vive, e “com muito gosto” porque “a cada esquina que dobramos, descobrimos um mundo novo” – “se calhar o estrangeiro sou eu, quem sabe?”, conclui. Ainda em Haia conhecemos também Basem, refugiado da Síria, que diz que a sua casa é “muito boa e quem a desenhou é um senhor fantástico” (embora considere que seja demasiado grande para ele, que vive sozinho). A Siza, Basem fala da sua terra natal, Homs, agora totalmente destruída, da preocupação pela família que ainda lá tem e da ameaça do Daesh que está apenas a 40km da sua cidade – “Oxalá venham melhores tempos”, diz-lhe Siza ao despedir-se. E por fim, em Veneza, no bairro que acolhe o projecto expositivo português (que à semelhança da Bouça é maioritariamente habitado por locais), conhecemos as vizinhas Paola e Sónia que encontram no bairro, e na ilha da Giudecca, uma espécie de último reduto de tranquilidade e silêncio face ao intenso frenesim turístico que assalta as outras ilhas da Lagoa. São estas pessoas que fazem os quatro bairros – e que fazem também a Europa – e só ouvindo as suas vozes torna possível compreender, em toda a sua dimensão, a arquitectura de Siza Vieira. Neste aspecto, a representação portuguesa parece ir exactamente ao encontro do pretendido por Alejandro Aravena para Reporting from the Front: histórias de batalhas e de fronteiras que precisam de ser vencidas e em que a arquitectura fez, e continua a fazer, a diferença na luta por um melhor ambiente construído.

 

Still de "Vizinhos" – Vista de Veneza a partir da Giudecca
Still de "Vizinhos" – Vista de Veneza a partir da Giudecca

A ambiguidade da fotografia de arquitectura enquanto prática artística

Por Susana Ventura

A exposição Ficção e Fabricação: Fotografia de Arquitectura após a Revolução Digital, actualmente no MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, com a curadoria de Pedro Gadanho e Sérgio Fazenda Rodrigues, apresenta-nos, sobretudo, a compreensão de um conjunto de obras de fotógrafos e artistas visuais seminais (Jeff Wall, Thomas Demand, Andreas Gursky, Thomas Ruff, Wolfgang Tillmans, James Welling, entre outros) pelo olhar da arquitectura, que exerce, na exposição, um discurso unificador das diferenças entre obras,…

A Confiança perdida é difícil de recuperar

Por Nuno Coelho

O J—A convidou Nuno Coelho (www.nunocoelho.net) para nos falar da Saboaria e Perfumaria Confiança em Braga, do processo de compra do edifício da fábrica pelo município em 2011 e do destino, ainda incerto, da sua ocupação na actualidade. Nuno Coelho é Designer de Comunicação e tem dedicado parte da sua investigação à história desta Fábrica. É autor da tese de doutoramento “O Design de Embalagem em Portugal no Século XX – Do Funcional ao Simbólico – O Estudo de Caso da Saboaria e Perfumaria Confiança”…

Habitação Acessível: que estratégia adoptar partindo de outras experiências europeias

Por Ricardo Prata

A adopção de medidas na área da Habitação não reúne consensos nos diferentes quadrantes da sociedade, mesmo considerando-se o direito ao seu usufruto uma base de partida estabilizada com o advento dos regimes democráticos na Europa.

Ivrea e Olivetti

Por João Rocha*

Quando Le Corbusier visitou a cidade de Ivrea em Itália pela segunda vez, em 1936, comentou que a avenida Guglielmo Jervis, via estruturante da cidade, era la strada più bella del mondo. O plano Director da autoria dos arquitectos Luigi Fini e Gino Pollini, acabara de ser publicado na revista Casabella, e Le Corbusier em contacto com Adriano Olivetti, não deixou de expressar o arrojo e visão do desenho e da arquitectura propostas para a nova cidade industrial Olivetti.

Eco-visionários

Por Paula Melâneo

Após Utopia/Distopia, o MAAT propõe uma segunda exposição-manifesto, Eco-Visionários: Arte, Arquitetura após o Antropoceno, para ver até 8 de Outubro.

Este projecto convoca mais de 35 autores de diferentes áreas, artistas e arquitectos a contribuir para a reflexão sobre o Antropoceno — expressão popularizada neste século para definir a possibilidade de uma nova época geológica, marcada pela acção humana no ambiente natural terrestre —, na contemporaneidade e no que se seguirá.

Contributo para a discussão pública do PNPOT

Por Tomás Reis

Na Discussão Pública do Programa Nacional de Políticas de Ordenamento do Território (PNPOT), procurei dar o meu contributo. Este programa, além de definir as principais linhas orientadoras do Ordenamento do Território em Portugal durante a próxima década, vai certamente influenciar o Plano Nacional de Investimentos e o próximo Quadro Comunitário de Apoio, Portugal 2030.

Mulheres arquitectas e arquitectura: e se trocássemos umas ideias sobre o assunto?

Por Patrícia Santos Pedrosa

Durante sete meses, de Setembro 2017 a Março 2018, a associação Mulheres na Arquitectura (MA), em conjunto com a Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos, organizou o que esperamos que seja o primeiro ciclo, de vários, das Conversas Arquitectas: Modo(s) de (R)exitir. Como era afirmado no texto de apresentação, apesar de as mulheres, em 2017, representarem cerca de 44% de inscrições na Ordem dos Arquitectos não surgem, tanto para o público em geral como entre pares, com uma visibilidade equivalente. O objectivo primeiro do ciclo de…

Sobre Nadir.

Por João Cepeda

À margem do Tâmega plantado, um corpo branco estende-se à beira-rio, na cidade (outrora) romana de Chaves.

Ao longe, um volume de um único piso, em betão branco aparente, repousa subtilmente sobre um conjunto de lâminas que o erguem do chão, refugiando-se das águas que, de quando em vez, ousam inundar a zona ribeirinha.

Somos encaminhados por uma ligeira rampa em granito, à cota alta.

O percurso – que estabelece a transição entre o centro histórico e as margens do rio, enaltecendo-o – faz-se (quase) sempre de olhos postos…

Sobre “o Público”* no Espaço

Por Wim Cuyvers

Pretendemos, continuamente, justapor o espaço público ao espaço privado numa oposição simples: queremos afirmar que o espaço público é o oposto do espaço privado e, de forma decisiva, formular uma definição de espaço público, por um lado, e de espaço privado, por outro. Mas tanto o espaço público puro como o espaço privado puro não existem; não podemos sequer esperar poder imaginar, inventar ou projectar espaço privado ou público puros. O espaço público puro (e, de facto, o espaço…

O Devir-Forma da Matéria

Por Susana Ventura

O livro Architectonica Percepta: Texts and Images 1989-2015, de Paulo Providência com fotografias de Alberto Plácido, foi publicado no final do ano de 2016 pela Park Books, uma editora Suíça dedicada a livros de arquitectura e áreas que lhe são próximas. Providência é arquitecto e Professor de arquitectura na Universidade de Coimbra, cuja obra está profundamente enraizada numa investigação persistente que ultrapassa a rígida nomenclatura da disciplina de arquitectura, procurando incorporar uma reflexão introspectiva a partir…

Street Art, Sweet Art.*

Por Pedro Bandeira

Há dois teóricos que reivindicam para si o mérito da atenção dedicada à relação entre a criatividade e a cidade — o primeiro é Charles Landry, o segundo é Richard Florida. Landry reclama ser o inventor do conceito Creative City uma epifania que teve no final da década de 80 e que, segundo o próprio, concentra-se “no modo como as cidades podem criar condições que permitam às pessoas e às organizações pensar, planear e agir com imaginação resolvendo problemas e desenvolvendo oportunidades”.…

A panificadora de Nadir Afonso

Por Catarina Ribeiro e Vitório Leite

“Aos olhos de um indivíduo, de uma família, ou até de uma dinastia, uma cidade, uma rua, uma casa, parecem inalteráveis, inacessíveis ao tempo, aos acidentes da vida humana, a tal ponto que se julga poder contrapor e opor a fragilidade da nossa condição à invulnerabilidade da pedra.”

Media, metodologia e arquitectura: MEDIATÉKHTON

Por Jorge Duarte de Sá

Os media refletem hoje uma dinâmica indiscutível em muitos campos das competências e das relações humanas, abrangendo aspectos sociais, económicos, culturais e mesmo espirituais, tornando-se assim “extensões” do próprio ser humano (McLuhan, 2008). A Arquitectura revela uma identidade e um pensamento na sua postura formal e temporal face à realidade; esteve desde sempre associada a um paralelismo entre estrutura e conceptualização, estética e extra estética, funcionalismo e ornamento. No entanto,…

Sobre o ensino da Arquitectura e o futuro profissional do Arquitecto

Por José Nuno Beirão

Num tempo em que cerca de quatro em cada mil habitantes em Portugal são arquitectos, para que serve um curso de Arquitectura?

Quais são os outputs profissionais possíveis (e alternativos às saídas convencionais) que o ensino da Arquitectura poderá promover?

Neste artigo argumenta-se que a formação do Arquitecto não serve essencialmente para a tradicional produção da Arquitectura, mas que possui a essência da formação necessária às profissões do futuro (aquelas…

Media & Arquitetura

Por Nelson Augusto

Acentuando a análise numa relação distópica, invoquemos os extremos para uma clara compreensão. A divulgação controlada da obra de Luis Barragán revela a importância desse compromisso. Arquitecto reconhecido pelo seu silêncio eclético tomou a decisão de controlar os moldes em que a projecção da sua obra deveria ser realizada. A delicadeza desta inquietação gerou um enorme interesse, muitas vezes fantasiado, tanto em torno do autor como da sua obra. Num outro espectro, Zaha Hadid encontrou…

Que vai ser de nós?

Por Rui Campos Matos

A grande novidade do incêndio que, este Verão, atingiu a Madeira, não foram os danos causados (em 2012 a devastação também foi grande) mas sim o facto de as chamas terem ameaçado o antigo Funchal de intramuros. Por algumas horas a baixa da cidade viu-se envolvida numa massa irrespirável de fumo que semeou o pânico entre a população.

Reportagem de Resposta Rápida sobre a Trienal de Arquitectura de Oslo

Por Inês Moreira

A Trienal de Arquitectura de Oslo (OAT) inaugurou no início de Setembro trazendo a Oslo uma comunidade internacionalmente mobilizada de profissionais, pensadores e académicos da arquitectura. Tendo vencido a open call curatorial, Luís Alexandre Casanovas Blanco, Ignacio G. Galán, Carlos Mínguez Carrasco, Alejandra Navarrete Llopis e Marina Otero Verzier reúnem na After Belonging Agency para analisar e expor o tema curatorial proposto: After Belonging – the objects, spaces and territories of the ways we stay in transit (Depois da Pertença – os objectos, espaços…

De La Ville à la Villa – Chandigarh Revisited

Por Marta Jecu

As pessoas podem sentar-se de uma forma bela também numa pedra...

Pó, condições climáticas, silêncio e som, ferrugem e ar são para Jonathan Hill ausências de matéria percepcionadas que, no entanto, se constituem fisicamente como arquitectura. No seu fascinante livro Immaterial Architecture representa este modelo de uma arquitectura que nasce do imaterial, contra a casa modernista que considera consistente, autónoma, sem desperdício. Transparência e luz, que personificam o modernismo, são para Hill uma camuflagem…

Uma Anatomia do Livro de Arquitectura

Por Inês Moreira

Uma Anatomia do Livro de Arquitectura é uma nova publicação de André Tavares que traz uma leitura aprofundada ao pensamento, práticas e labores por trás da publicação de livros de arquitectura, desde o período que antecede a invenção da prensa industrial e o efeito massivo da invenção de Johannes Gutenberg, à abordagem moderna à edição na área de arquitectura. Abordar o nascimento e vida da tradição disciplinar da produção de livros de arquitectura é obrigatoriamente…

XXL

Por Pedro Bandeira

Em 2004 fui convidado por Pedro Gadanho e Luís Tavares Pereira a participar na exposição Metaflux: duas gerações na arquitectura portuguesa recente – a representação oficial portuguesa na Bienal de Veneza. Confortavelmente à margem da “geração X” ou “geração Y”, integrei o grupo de artistas e arquitectos (Augusto Alves da Silva, Didier Fiuza Faustino, Nuno Cera + Diogo Seixas Lopes e Rui Toscano), concebendo uma instalação específica para o evento – o “Projecto Romântico”.

Reporting from the Eastern borders

Por Inês Moreira

Respondendo ao tema geral da Bienal de Veneza de Arquitectura – Reporting from the Front – um conjunto interessante de pavilhões de países do (novo) Leste Europeu explora, radicalmente, questões específicas das suas nacionalidades, arquitectura e território dando-lhes visibilidade e, talvez, resolução internacional, enquanto arriscam um novo entendimento e abordagem ao potencial de participação de pequenos países no gigante evento internacional que é Veneza.

Arquitectura Re(a)presentada no trabalho de FG+SG

Por Fabrícia Valente

Falar de representação em Arquitectura pode conduzir-nos à leitura dos modelos institucionalizados que periodicamente expõem e debatem os diferentes contextos da disciplina, como são exemplo as grandes bienais internacionais, que dão lugar a espaços expositivos que também lançam a questão de como representar Arquitectura. Não havendo a possibilidade de ler a Arquitectura através da vivência dos espaços construídos é, de facto, a partir de documentos que conhecemos as suas obras.

Arquivo. Arquitectura. Território.

Por Lucinda Fonseca Correia

Decorreram simultaneamente, em Lisboa, as exposições Arquitectura em Concurso: percurso crítico pela Modernidade portuguesa e Inquéritos ao Território: Paisagem e Povoamento. A primeira exposição lança uma grelha de análise diacrónica dos concursos do último século em Portugal, visível na evolução das temáticas propostas: representação, instituição, espaço público, cultura, património, paisagem, lazer,…

Redacção de Crónicas para o J—A

Crónicas é o espaço em que o J—A publica breves opiniões e reflexões críticas sobre temas actuais relacionados com a arquitectura a sua relação alargada com a sociedade. Seleccionaremos contributos entre as 500/800 palavras que podem ser ilustrados. Se pretender contribuir para esta secção, envie-nos uma breve proposta do tema a abordar para ja@ordemdosarquitectos.pt